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Presidente do Lehman apostou até o fim

A obstinação de Richard Fuld, o presidente do Lehman Brothers, ajudou a empurrar o banco para o buraco. Fuld, que trabalhou 40 anos no Lehman (15 como CEO), via o banco como parte de sua família.

Agência Estado |

Não queria de jeito nenhum desmembrá-lo. Quando as coisas começaram a piorar - logo após a venda forçada do Bear Stearns para o JP Morgan em março -, ficou claro que o Lehman era o próximo da lista. Mas Fuld rejeitou uma série de compradores para o banco, porque não achava justo o preço oferecido.

No fim de semana, ele ficou firme, apostando que o Fed iria amolecer e finalmente ofereceria garantias para algum banco comprar o Lehman por um preço razoável. Mas o secretário do Tesouro, Hank Paulson, não piscou - e o Lehman se viu obrigado a pedir concordata.

Fuld, de 62 anos, foi responsável pela transformação do Lehman no quarto maior banco de investimentos dos EUA. Agressivo, era chamado de "gorila" pelos colegas, que também reconheciam seu zelo para dar pagamentos justos a seus funcionários.

Apostando tudo no boom imobiliário, o Lehman se tornou o maior securitizador de títulos de hipoteca do país. E assim foi alçado ao panteão de Wall Street, ao lado de Goldman Sachs, Morgan Stanley, Merrill Lynch e Bear Stearns.

Quando a primeira peça do dominó caiu - o Bear Stearns - ficou claro que o Lehman teria de se recapitalizar logo, senão haveria erosão de credibilidade e queda insustentável de suas ações. Para isso, Fuld teria de vender alguma divisão do banco, pelo preço que conseguisse, em meio à crise financeira. Mas ele hesitou, e perdeu o bonde.

Ontem, parte dos 25 mil funcionários do Lehman limpava suas mesas, preparando-se para perder seus empregos. No lado de fora da sede em Nova York, alguns deles tentavam desabafar assinando um retrato de Richard Fuld. Um deles escreveu: "Belo negócio, Dick!"

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