As normas que regulam as finanças públicas da União Européia (UE) devem ser respeitadas com rigidez, indicou neste sábado em Paris o primeiro-ministro de Luxemburgo e presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, ao fim da cúpula que discutiu a crise financeira mundial.

O pacto de estabilidade e crescimento, que fixa os limites de dívida e déficit público que os Estados europeus não devem ultrapassar, "precisa ser respeitado integralmente", disse Juncker após se reunir na capital francesa com os líderes das principais economias do velho continente - França, Grã-Bretanha, Alemanha e Itália.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, presidente em exercício da UE, declarou por sua vez que "a aplicação do pacto de estabilidade e crescimento deve refletir as circunstâncias excepcionais nas quais nos encontramos" devido à crise financeira.

"Isto não quer dizer", continuou Juncker, "que agora deixaremos de aumentar os déficits".

Para o presidente do Eurogrupo, "uma acumulação de déficits e um retorno à espiral do endividamento é, sem dúvida alguma, perigoso, e aumentaria ainda mais o nervosismo".

O pacto de estabilidade e crescimento europeu fixa em 3% do Produto Interno Bruto (PIB) o limite que o déficit não pode superar.

slb/ap

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