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QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou ontem ter fechado acordo com a construtora brasileira Odebrecht, pondo fim a um confronto que culminou com a expulsão da empresa do país na semana passada.

Fontes da companhia no Brasil, no entanto, não confirmaram ter assinado nenhum acordo, "embora haja sinais de que as coisas caminhem para isso".

"Agora temos de estudar se permitimos ou não que eles continuem no Equador porque, por coincidência, tive uma reunião com a comissão auditora da dívida externa e um dos empréstimos mais questionados é o que se refere à central da usina de San Francisco", disse.

A Usina Hidrelétrica de San Francisco foi construída por um consórcio da qual a Odebrecht faz parte e suas duas turbinas foram entregues em maio e junho do ano passado. Uma das turbinas, no entanto, apresentou um defeito que paralisou a operação desde junho.

Sob a alegação de que a pane põe o país em risco de um colapso energético, Correa exigiu da Odebrecht US$ 43 milhões de indenização, além de cerca de US$ 250 mil para cada dia de inatividade da usina, a título de lucros cessantes.

Adicionalmente, ameaçou não assumir o compromisso com o brasileiro Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que emprestou US$ 243 milhões para financiar a construção da usina e de outras obras tocadas pela Odebrecht no país: duas de irrigação e outra usina hidrelétrica.

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* Com Agência Estado

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