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Presidente do BM denuncia risco de Estados frágeis para a paz mundial

Genebra, 12 set (EFE) - O presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, denunciou hoje o risco que representam os Estados frágeis à paz mundial e defendeu aplicar uma política global e coordenada para ajudar a consolidá-los. Os Estados frágeis são o maior desafio para a era do desenvolvimento, disse na sessão inaugural do Fórum anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, que acontecerá em Genebra durante todo o fim de semana. Zoellick disse que há um bilhão de pessoas no mundo que vivem em Estados frágeis, 340 milhões das quais sobrevivem em situação de extrema pobreza. O presidente do BM lembrou também que Estados frágeis podem criar regiões frágeis. É muito mais difícil para as economias prosperar, e também poder vender, comprar, investir e inclusive transitar nos países vizinhos.

EFE |

Segundo Zoellick, os Estados frágeis correm um risco maior que outros países em desenvolvimento, e principalmente podem cair no conflito com muito mais fragilidade.

"Fragilidade e pobreza por si só não necessariamente levam ao conflito, mas baixa renda, desemprego, e Governo ineficazes podem criar um ambiente que leve à violência".

Por tudo isso, o presidente do BM defende que se controle que os Estados frágeis cumpram uma série de requisitos que ele resumiu em dez pontos: Legitimidade dos Estados: "A legitimidade não se obtém só através das eleições ou o acordo de compartilhar o poder entre diferentes facções. A legitimidade deve ser obtida através da atuação do Governo".

Além disso, um Estado deve fornecer segurança a seus cidadãos: "Dada a relação entre os desequilíbrios da economia e a estabilidade, a segurança e o desenvolvimento devem andar de mãos dadas, reforçando-se mutuamente".

Zoellick também destacou como uma prioridade a aplicação da Lei e da Ordem Legal, assim como estabelecer propriedades estatais, "algo fundamental para conseguir legitimidade, confiança e efetividade".

Outro dos aspectos essenciais para o presidente do BM é a estabilidade econômica, porque acredita que a "estabilidade macroeconômica é um prerrequisito para uma efetiva recuperação", assim como a aplicação de uma política econômica sustentável e transparente.

Além disso, o presidente do BM considera importante a participação do setor privado, a coordenação de todos os atores implicados na sociedade, e a consideração do contexto regional.

"Estados em situações frágeis podem ser ao mesmo tempo causa de conflito regional ou alvo de manipulação por parte de seus vizinhos".

Por fim, Zoellick acredita que é essencial reconhecer um compromisso a longo prazo de todos os atores implicados. EFE mh/db

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