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Bruxelas prevê mais 3 milhões de desempregados na UE em 2 anos

Paris, 4 dez (EFE).- O comissário de Emprego da União Européia (UE), Vladimir Spidla, afirmou hoje que, em dois anos, o número de desempregados nos países do bloco deve aumentar em 3 milhões, quando se chegaria ao pico de desemprego pela crise atual.

EFE |

Na entrevista coletiva posterior ao Conselho de Governo que decidiu baixar as taxas de juros na eurozona para 2,5%, Trichet afirmou que o início das ações contra a crise deveria ajudar a restaurar a confiança.

O economista francês explicou que a "forte e longa correção" que os mercados financeiros estão vivendo requer medidas como as adotadas pelo BCE e por Governos nacionais.

Entre essas iniciativas, citou as destinadas a aumentar a liquidez por parte do banco emissor e também se referiu às operações de recapitalização de entidades e à concessão de garantias para os empréstimos interbancários que alguns Estados-membros adotaram.

"Todas as partes devem atuar com eficiência para uma aplicação rápida dessas medidas", disse.

A Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE) propôs na semana passada aos membros do bloco que injetassem 200 bilhões de euros na economia européia para impulsionar a atividade e o emprego e, embora os países tenham mostrado seu apoio à iniciativa, ainda não está claro como ela será executada.

Outro problema surgiu pela resistência da CE em dar sinal verde a alguns dos planos de ajuda aos bancos traçados pelos Governos, pelo risco de que prejudiquem a concorrência.

Em relação às medidas de impulso conjuntural, Trichet destacou que devem ser temporárias e em nenhum caso devem pôr em questão o objetivo de conseguir finanças públicas à médio prazo.

Os países que contam com uma margem de manobra em seu orçamento podem adotar iniciativas que resultem em um aumento da despesa, mas ressaltou que o Pacto de Estabilidade - que obriga os países a manter o déficit abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) - deve ser respeitado.

Também no âmbito da política monetária "temos que nos assegurar de que as medidas serão efetivas", afirmou.

Trichet lembrou que o BCE reduziu as taxas de juros em 175 pontos básicos em menos de dois meses, um corte que deveria refletir-se no mercado de crédito. EFE epn/ab/plc

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