Frankfurt (Alemanha), 20 nov (EFE).- O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse hoje que é cedo demais para declarar que a crise acabou.

Durante o Congresso Europeu de Bancos, Trichet falou que, embora os últimos acontecimentos tenham sido bons, "um volume significativo de apoio do Governo" está por trás deles.

No entanto, o presidente do BCE disse entender "que o sentimento no sistema financeiro é de alívio".

Trichet explicou que os Governos da zona do euro destinaram 26% do Produto Interno Bruto (PIB) para apoiar o setor financeiro por meio de garantias, injeções de capital e apoio a ativos.

Além disso, a quantidade de refinanciamento proporcionada pelo BCE é quase 60% maior à existente antes das turbulências nos mercados financeiros.

"A magnitude deste apoio não tem precedentes e todos os participantes dos mercados financeiros deveriam ter consciência disso", disse Trichet.

Segundo o presidente do BCE, "os bancos devem fortalecer suas contas de resultados, ser independentes e poder se manter sobre seus próprios pés".

Trichet lembrou que "as autoridades podem, e proporcionamos apoio temporário considerável, mas, em uma economia de mercado, não podemos dirigir o setor financeiro ou dar apoio excepcional indefinidamente".

O presidente do BCE foi metafórico ao explicar como se deve cuidar da saúde do sistema financeiro.

"Primeiro, quando o paciente fica seriamente doente, se faz necessária medicação de urgência. O contágio deve ser evitado", disse Trichet.

Assim, da mesma forma, "uma crise financeira global de grande magnitude exige uma ação política rápida e decisiva, possivelmente de uma natureza sem precedentes", segundo o presidente do BCE. EFE aia/bba

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