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Presidente do BCE destaca incerteza sobre crescimento e inflação

Bruxelas, 10 set (EFE).- O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, destacou hoje a incerteza em torno do crescimento econômico na zona do euro e advertiu que continuam os riscos para a estabilidade de preços na área a médio e longo prazo.

EFE |

Nesse contexto, deixou claro que o BCE "continua determinado" a "ancorar" as expectativas de inflação, com o objetivo de manter o poder aquisitivo na eurozona e contribuir para um crescimento sustentável e para a geração de emprego.

Em um comparecimento no Parlamento Europeu, Trichet lembrou que, segundo as previsões da autoridade monetária, a inflação continuará alta por muito tempo, e só ficará moderada ao longo de 2009.

O economista francês advertiu do risco de efeitos "de segunda rodada" da inflação em outros preços e salários, e pediu responsabilidade ao fixar aumentos, especialmente no setor público.

As cláusulas de indexação automática dos salários devem "desaparecer", disse Trichet, que mostrou mais rigor que o habitual contra estes mecanismos, generalizados em alguns países e que buscam garantir aos trabalhadores a manutenção de seu poder aquisitivo diante dos aumentos de preços.

Segundo o presidente do BCE, os aumentos salariais devem refletir a posição competitiva de cada país e levar em conta o alto nível de desemprego em algumas economias da área, assim como a evolução da produtividade em cada setor.

Trichet também utilizou seu comparecimento na Eurocâmara para defender o papel da instituição que preside e sua independência.

Ressaltou que o objetivo do BCE, contido nos tratados da União Européia, é a estabilidade de preços na eurozona a médio e longo prazo, fundamental para impulsionar o crescimento e o emprego.

O Conselho do Governo do BCE considera que o atual enfoque da política monetária - a taxa de juros permanece inalterada em 4,25% - é adequado para avançar rumo a esse objetivo, e ressaltou que continuará acompanhando "atentamente" a situação.

Sobre o crescimento, Trichet disse que a situação atual de fragilidade será seguida por uma "recuperação gradual", se for mantida a moderação do petróleo e da criação de emprego.

No entanto, insistiu em que a incerteza é muito grande, com vários riscos em baixa vinculados, principalmente, a novos aumentos da energia e dos alimentos, assim como à possibilidade de que as turbulências financeiras tenham um impacto maior na economia do que o estimado até o momento. EFE epn/an

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