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O presidente do Banco do Japão (BoJ, banco central japonês), Masaaki Shirakawa, elogiou o plano dos EUA para salvar a seguradora AIG, dizendo que esta foi a melhor opção e que a medida ajuda a estabilizar o sistema financeiro. Ele deu poucas pistas, porém, da direção futura da taxa de juro do BoJ, depois que o conselho do banco manteve a taxa básica em 0,5% nesta quarta-feira.

Na entrevista coletiva que concedeu após a reunião do conselho, Shirakawa afirmou que a falência do Lehman Brothers não deve afetar o setor bancário do Japão, mas deve ser observada quanto a um possível impacto importante na economia mundial. O presidente do BoJ declarou que o banco central de cada país deve agir de acordo com as condições locais. Quanto à situação de seu próprio país, Shirakawa limitou-se a dizer que o banco central observa tanto os riscos de recessão quanto os de alta dos preços, frustrando os que esperavam alguma dica sobre a próxima medida do banco em relação à taxa de juros.

O ministro dos Serviços Financeiros do Japão, Toshimitsu Motegi, também elogiou o resgate da AIG. "Foi uma medida apropriada para o momento", declarou. Motegi disse ainda que, por enquanto, não há necessidade de as autoridades japonesas tomarem nenhuma providência relacionada às unidades japonesas da AIG. As informações são da Dow Jones.