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Presidente do BC argentino ganha tempo no cargo

BUENOS AIRES - Ameaçada de ter sua indicação à presidência do Banco Central da Argentina negada hoje pelo Senado, a economista Mercedes Marcó del Pont ganhou tempo à frente da instituição. A oposição não conseguiu reunir o quórum mínimo de 37 senadores, no plenário, para votar a indicação feita em 4 de fevereiro pela presidente Cristina Kirchner.

Valor Online |

"A votação passa para a próxima quarta-feira", afirmou há pouco o presidente substituto do Senado, José Pampuro. Marcó del Pont chegou ao BC em meio à crise institucional provocada pela tentativa do governo de usar as reservas internacionais para pagar a dívida externa com vencimento em 2010.

A transferência das reservas do BC para uma conta especial do Tesouro foi determinada, em dezembro, por um Decreto de Necessidade e Urgência -- equivalente à medida provisória no Brasil.

O então presidente do BC, Martín Redrado, se opôs à medida, recusou-se a seguir os trâmites necessários para concretizar a transferência das reservas e acabou sendo "demitido" por Cristina Kirchner, apesar da lei de 1992 que assegura a autonomia da autoridade monetária. Com o forte desgaste, Redrado acabou renunciando.

Marcó del Pont já o substitui no cargo, mas sua confirmação depende da aprovação do Senado. Ela irritou a oposição ao conduzir uma reunião do BC que determinou a transferência de US$ 6,5 bilhões das reservas argentinas para o Tesouro, apesar de decisões contrárias da Justiça.

(Daniel Rittner | Valor)

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