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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se limitou a consultar a equipe econômica para tratar dos efeitos da brutal queda do Produto Interno Bruto (PIB). Ontem, depois de ter se reunido com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por mais de uma hora, o presidente Lula ainda se encontrou com o ex-ministro da Fazenda e hoje deputado Antonio Palocci (PT-SP), para uma longa conversa.

Na pauta, além do PIB, constavam discussões sobre outros indicadores da economia, que preocupam o presidente da República.

Afastado do governo desde março de 2006, Palocci está voltando aos poucos à cena política e tem frequentado o Palácio do Planalto, onde no passado já teve uma sala para despachos diários. Lula gosta de ouvi-lo. Palocci é o candidato preferido de Lula para disputar o governo de São Paulo, em 2010, caso seja absolvido do processo que enfrenta no Supremo Tribunal Federal, em que é acusado de violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos.

ESPANTO
Lula foi informado ontem, bem cedo, pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento), da queda do PIB. Para o presidente, os números "foram um pouco piores do que imaginava", embora já esperasse a queda. Lula reagiu com mais espanto diante dos números da construção civil. "Foi só isso?", perguntou, lembrando em seguida que "os investimentos na construção civil não pararam".

No balanço geral, o governo considerou que a queda de 3,6% do PIB é um "dado muito ruim, mas não desesperador", disse uma fonte à Agência Estado.

A estratégia de comunicação para avaliar o comportamento da economia no fim de 2008, manda considerar que esses dados "estão no retrovisor", ou seja, espelham uma situação do passado. "A situação já mudou com as medidas adotadas nos últimos meses", dizem os assessores presidenciais.

O foco das mensagens oficiais agora será que, no ano passado, a economia cresceu 5,1%, um resultado bem acima do experimentado por diversos países. Somente a China superou o Brasil e cresceu cerca de 9%.

O Planalto não estimula o anúncio de novas projeções para este ano, mas não desautoriza iniciativas como a do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, que revelou estimativas de um crescimento entre 2% e 2,5%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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