Genebra, 13 nov (EFE).- O presidente de Burkina Fasso, Blaise Compaoré, defendeu hoje a conclusão mais rápida possível da Rodada de Doha para ajudar os países pobres a se desenvolverem.

Compaoré reuniu-se com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, e eles discutiram sobre as negociações para a liberalização do comércio internacional, que seguem estagnadas desde o encontro ministerial de julho.

Após a reunião com Lamy, o presidente de Burkina Fasso lembrou que "os países pobres serão os mais afetados" pela crise financeira e a provável recessão futura.

Por isso, defendeu que termine o mais rápido possível a rodada, que se negocia há sete anos.

"Peço aos membros da OMC que concordem sobre a prioridade à agricultura, e em particular ao dossiê do algodão nas negociações", afirmou Compaoré, cujo país é o primeiro exportador africano desta matéria.

Na temporada 2007/2008, Burkina Fasso produziu 370 mil toneladas de algodão, e espera que no período 2008/2009 cultive 520 mil toneladas.

Burkina Fasso lidera o chamado Grupo dos 4, junto com Benin, Mali e Senegal, países que defendem o fim dos subsídios ao algodão nos países ricos porque alteram sua capacidade exportadora.

"Nossa agricultura, e especialmente o algodão caiu em desgraça especialmente pelas subvenções que os países ricos dão a seus produtores e pelas barreiras tarifárias que eles elevaram para evitar nossas exportações", assegurou Compaoré.

"É por isso que desejo a Rodada de Doha se conclua com um resultado satisfatório para os produtos agrícolas", acrescentou o presidente de Burkina Faso, quem insistiu no "caráter de urgência das negociações". EFE mh/jp

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