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Presidente da TIM minimiza entrada de novas operadoras em SP

O presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, reconheceu que a entrada de duas novas competidoras em São Paulo se deu de maneira agressiva, mas negou que as operações de Oi e Aeiou constituam alguma ameaça. O maior número de concorrentes acirra o nível de competição, afirmou.

Agência Estado |

"Mas as estratégias destas empresas diferem daquela que temos usado: uma é focada na venda isolada de chips (Oi) e a outra, em pré-pago", ponderou.

Depois de ter resultados ruins nos últimos trimestres, a TIM decidiu priorizar a busca de clientes de valor para gerar rentabilidade. Para conquistar o público de maior poder aquisitivo, colocou para funcionar, no terceiro trimestre, um canal de relacionamento "premium".

Em teleconferência para analistas, o executivo voltou a dizer que a Oi terá de mudar sua estratégia no mercado paulista, onde, pela primeira vez, trabalhará sem a telefonia fixa como carro-chefe.

Em setembro, a TIM decidiu se lançar na prestação de serviços de telefonia fixa. O TIM Fixo, como foi batizado o produto, tem assinatura mensal de R$ 29,90 e inclui 250 minutos em ligações para fixos, tarifa especial para números TIM e recebimento de mensagens de texto (SMS). O diretor-financeiro e de Relações com Investidores da TIM, Claudio Zezza, preferiu não fornecer projeções sobre o desempenho do produto. Disse, no entanto, que houve 400 mil manifestações de interesse pelo TIM Fixo nas primeiras duas semanas após seu lançamento. E que a margem esperada é absolutamente compatível - e positiva - com a estratégia de criação de valor que a empresa diz perseguir.

"Acreditamos bastante nesse produto, especialmente com a vinda da portabilidade numérica, como uma estratégia de potencializar a convergência e criar uma opção para um mercado onde a competição é muito baixa", destacou o presidente da operadora. Durante a apresentação de resultados, a direção da TIM mencionou que o mercado de telefonia fixa tem receita total estimada em R$ 48 bilhões nos 12 meses encerrados em junho, sendo que as concessionárias detêm em torno de 90% do mercado em suas áreas de atuação.

Sobre o mercado corporativo, Araujo diz que "pode trazer boas surpresas para a TIM", já que a empresa tem, agora, condições de oferecer não apenas serviços de voz móvel, mas também banda larga móvel e telefonia fixa. "A TIM já tem a liderança no mercado corporativo e ainda há um grande número de coisas a fazer", destacou, evitando comentar, quando questionado por um analista, se as empresas clientes têm revisado seus acordos por causa da crise financeira.

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