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Presidente da Peugeot Citroen vê 2009 terrivelmente difícil

PARIS - O presidente-executivo da segunda maior montadora da Europa disse nesta segunda-feira que o ano de 2009 será terrivelmente difícil e que não pode prever se a PSA Peugeot Citroen será rentável este ano. Em entrevista que será publicada na terça-feira pelo jornal Le Figaro, Christian Streiff disse, no entanto, que o risco da montadora européia quebrar seria zero.

Reuters |

Questionado se a PSA registraria lucros em 2009, Streiff disse: "Não posso responder. Hoje, como a maioria dos nossos competidores, fazemos previsões para três meses e isso me parece muito tempo".

O governo francês fará uma reunião de cúpula sobre a indústria automotiva na terça-feira e espera-se que sejam reveladas as novas medidas de ajuda ao setor após o presidente francês Nicolas Sarkozy afirmar na quinta-feira que o Estado precisa de "muito dinheiro" na mesa.

O ministro da Indústria francês, Luc Chatel, disse que a França poderia oferecer ajudar financeira para a abatida indústria automotiva em troca de participações nas fabricantes de veículos.

"As necessidades das montadoras não são necessariamente uma ampliação do seu capital, mas uma troca de nossa ajuda financeira pela participação (nas empresas) que pode, em alguns casos, ser um acordo justo", disse Chatel ao jornal.

Questionado sobre o financiamento do Estado, Streiff disse que essa medida seria possível "sob as condições de não alterarem a estrutura do nosso capital, nossa independência e nossa liberdade".

Ele acrescentou que a companhia teria lançado o plano Efetivo 2009 para reduzir custos e poupar dinheiro, e acrescentou que a PSA estava entre as empresas automotivas européias com melhor saúde financeira e melhor preparada para 2009, "em um ano que deve ser terrivelmente difícil".

Sobre se a PSA pode estabelecer uma aliança com uma companhia de economia emergente, Streiff disse que todo os tipos de parcerias são possíveis, mas o foco do grupo está em sair da crise.

"Todos estão esperando o fim da crise para pensar em aquisições. Hoje, embora o momento seja difícil, todos os chefes da indústria estão pensando no futuro e imaginando possíveis soluções", disse Streiff.

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