Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Presidente da Petrobras prevê que o preço do petróleo continuará alto

Madri - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que assiste em Madri ao 19º Congresso Mundial do Petróleo, considera que os preços do petróleo continuarão altos enquanto se mantiverem as condições atuais.

EFE |

 

O mercado mundial do petróleo está submetido a uma combinação de fatores - especulação financeira, forte demanda de países emergentes e uma estreita margem entre produção e consumo -, que levou o preço do barril acima dos US$ 143.

Veja a entrevista em vídeo



Agência Efe: O barril de petróleo superou os US$ 143. Até onde acredita que pode chegar o preço?

José Sérgio Gabrielli: É muito difícil definir um valor, mas, se as condições fundamentais (aumento da demanda acima da oferta, baixas taxas de juros e expectativas de retorno de investimentos nos mercados de futuros) continuarem da mesma maneira, se esperam preços altos nos próximos anos.

Efe: Até que ponto a especulação é responsável pelo aumento de preços?

Gabrielli: Para nós é um elemento importante que explica a volatilidade. Se a oferta e a demanda não ficassem tão ajustadas como agora e os estoques tivessem um nível mais alto, as condições especulativas seriam menores.

Efe: O ministro da Indústria espanhol, Miguel Sebastián, apostou por uma regulação forte para limitar o peso da especulação. Até que ponto é viável esta iniciativa?

Gabrielli: Acho que controlar mais os mercados de futuros é positivo para os mercados físicos, reais, mas acho que somente o controle e as regulações não são suficientes. É necessário considerar também os impactos e as conseqüências das taxas de juros.

Efe: As recentes descobertas em águas profundas podem situar o Brasil como uma das grandes zonas de reservas do mundo?

Gabrielli: Esta resposta precisa previamente da perfuração de mais poços antes de definir os volumes de petróleo. Temos vários poços na área de pré-sal (camada geológica de sal), em águas profundas da baía de Santos. Só um deles tem entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, mas o volume total, ainda não sabemos.

Efe: Existe o risco de que, no futuro, uma queda de preços torne pouco rentáveis as jazidas em águas profundas recém-descobertas?

Gabrielli: O custo de extração em águas profundas é alto, mas nossos planos são viáveis e com custos perfeitamente "assumíveis". Vamos começar a produção nesta área no primeiro trimestre de 2009. No final de 2010, começaremos a extrair, com um projeto piloto, 100.000 barris por dia e esperamos aumentar a produção em 2013-2014 em função da evolução do projeto piloto.

Efe: O Brasil é pioneiro na introdução do bioetanol. Como vê a polêmica sobre o uso de biocombustíveis?

Gabrielli: No Brasil, mais de 50% do mercado utiliza bioetanol e, em biodiesel, temos 2%, mas queremos aumentar para 3%. A experiência foi bem-sucedida. Reduziu a dependência das importações e exportamos gasolina. O Brasil mostrou que é possível aumentar a produção de bioetanol (cana-de-açúcar) ao mesmo tempo que a de alimentos.

Leia mais sobre petróleo - Petrobras

Leia tudo sobre: petrobraspetroleo

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG