Argel, 19 out (EFE).- O ministro de Energia da Argélia e presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, se mostrou a favor de o cartel efetuar um grande corte em sua produção, dada a situação do mercado, que pressiona os preços da commodity para baixo.

"Haverá uma redução da produção, e esta deverá ser grande, para restabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda", disse Khelil à imprensa argelina, que hoje publica suas declarações.

O corte na produção da Opep será debatido em Viena, no próximo dia 24, em uma reunião inicialmente prevista para 18 de novembro, mas adiantada devido ao desabe dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

"Se a redução da produção petrolífera tiver que ser de 1,5 milhão de barris diários, será de 1,5 milhão de barris ao dia. Se tiver que ser de dois milhões de barris diários, será de dois milhões de barris", afirmou o presidente do cartel.

Khelil acrescentou que a reunião da Opep em Viena debaterá o mercado petroleiro no contexto da atual crise financeira internacional.

Sobre as vozes contrárias a uma diminuição da produção, possibilidade que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, classificou como "escandalosa" na sexta-feira, o ministro argelino lembrou que a Opep é uma organização independente e que seus membros tomam decisões para garantir seus interesses. EFE sk/sc

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