Viena, 8 set (EFE) - O presidente de turno da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o argelino Chakib Khelil, advertiu hoje de um possível excesso da oferta petrolífera nos mercados de até 1,5 milhão de barris diários (mb/d) no final deste ano e início do próximo. Todo o mundo está de acordo com que a oferta excessiva será provavelmente de entre 500 mil e 1,5 milhão de barris diários no início do próximo ano, disse o ministro de Minas e Energia argelino ao chegar a Viena, onde o cartel de 13 países produtores de petróleo realiza, amanhã, uma reunião ordinária. Sobre o estado atual no mercado energético mundial, Khelil disse que, definitivamente, há petróleo suficiente no mercado. As reservas armazenadas são bastante boas, tanto de petróleo quanto de produtos (petrolíferos).

Questionado pela imprensa sobre se a Opep vai reduzir sua produção, como exigem Irã e Venezuela, o responsável máximo do cartel respondeu: "Não sei, mas acho que haverá uma discussão a respeito".

"O que vemos agora é que a relação inversa entre o dólar e o preço do petróleo está sendo verificada. Quando o preço subiu, o dólar estava descendo, e agora que (o dólar) está se fortalecendo, o preço do petróleo está caindo", explicou.

"Já falamos sobre isso quando o preço estava alto, ninguém fala disso agora que está mais baixo", acrescentou Khelil.

O preço do petróleo desceu desde seus recordes históricos, acima de US$ 147 alcançados no início de julho, até cerca de US$ 105 por barril, pelo que alguns países exigem que o cartel corte a produção da commodity.

O ministro do Petróleo do Irã, Gholam Hossein Nozari, disse hoje ao chegar à capital austríaca que "certamente, no mercado há muita oferta (de petróleo)".

Enquanto isso, o ministro do Petróleo do Equador, Galo Chiriboga, disse hoje em entrevista à Agência Efe em Viena que o preço adequado se situaria em entre US$ 110 e US$ 120 por barril. EFE jk/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.