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Presidente da Ford adverte para efeito dominó de falência de montadora

EUA - O presidente da Ford, Alan Mulally, advertiu nesta terça-feira os parlamentares americanos para os efeitos devastadores da falência de uma das maiores montadoras de carros americanas, devido a um efeito dominó com conseqüências consideráveis no emprego. Times New Roman size=3http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/11/18/casa_branca_defende_acordo_com_congresso_sobre_ajuda_a_automobilisticas_2120204.html target=_top MARGIN: 0cm 0cm 0pthttp://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/11/18/casa_branca_defende_acordo_com_congresso_sobre_ajuda_a_automobilisticas_2120204.html target=_topCasa Branca defende acordo com Congresso sobre ajuda a automobilísticas

AFP |

"A quebra de um dos nossos concorrentes teria um efeito devastador em todas as montadoras e concessionárias", alertou Mulally, citando um estudo realizado pelo instituto CAR.

Até três milhões de empregos poderiam ser afetados, ressaltou Mullaly pouco antes de sua audiência na comissão dos assuntos bancários do Senado.

Tal falência significaria "uma perda anual de 150 bilhões de dólares em termos de salários e de 60 bilhões de dólares em termos de impostos", destacou.

"Nossa indústria é muito interdependente, particularmente para nossos fornecedores (...) A Ford sentiria os efeitos da falência de uma das montadoras nacionais em poucos dias, talvez até em poucas horas", alertou.

As três principais construtoras automobilísticas americanas defenderam um aumento da ajuda federal ao setor, que já prevê uma verba de 25 bilhões de dólares. Esta soma, porém, ainda não foi desbloqueada.

Mulally lembrou que o setor automobilístico representa cerca de 4,5 milhões de empregos diretos e indiretos nos Estados Unidos. "Peço a vocês que considerem nossa demanda não como procedente de empresas separadas, mas como procedente de uma indústria e de uma economia no sentido mais amplo do termo".

Horas antes, o presidente da Chrysler, Robert Nardelli, disse que sem uma ajuda "imediata" do governo federal, o grupo não terá um nível de liqüidez suficiente para prosseguir com suas funções normais.

"Se não houver um apoio financeiro imediato, a liquidez da Chrysler poderá cair abaixo do nível exigido para poder garantir nossas atividades normais", revelou Nardelli à comissão do Senado.

No início do mês, a General Motors avisou que o grupo poderá ficar sem liquidez no primeiro semestre de 2009.

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