BRASÍLIA - O presidente da Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que o cenário de emprego no País e no mundo é temeroso. Ele defendeu uma redução na taxa Selic dos atuais 12,75% para 8%, o que permitiria uma economia de R$ 80 bilhões com juros da dívida. Em relação à previsão ao PIB de 2009, Skaf disse acreditar que o crescimento brasileiro deve ficar próximo de 1%.

"Não podemos aceitar 12,75% de taxa de juros quando podia ser de 8%. Defendo reuniões quinzenais do Copom para haver a redução. Com 8% economizaríamos R$ 80 bilhões com a dívida", disse ele, acrescentando que os recursos deveriam ser usados para investimentos.

Sobre o cenário "temeroso no Brasil e no mundo" para os empregos, Skaf voltou a defender revisões nas Leis Trabalhistas como forma de preservar o número de postos de trabalho. "Temos que quebrar paradigmas nas relações de trabalho", disse.

De acordo com ele, com um crescimento mundial próximo de zero e do Brasil na casa de 1%, o impacto sobre o emprego vai ser intenso. Devido a isso, ele alegou que a Fiesp está tratando o tema como sua "prioridade número um".

"Temos que pensar em desoneração de investimentos, redução de spread e dos compulsórios para aumentar a liquidez. Além de diversas outras ações", pontuou.

Crescimento e desemprego

A Instituição Internacional de Finanças, que congrega os bancos mais poderosos do mundo, prevê um crescimento de 0,8% do PIB brasileiro em 2009. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) acredita que, devido à crise, devem surgir 50 milhões de novos desempregados neste ano.

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