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Presidente da Eletrobrás crê em solução pacífica para Jirau

RIO - O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, acredita que a disputa entre Odebrecht e o consórcio Energia Sustentável, que ganhou em leilão o direito de construir a hidrelétrica de Jirau, vá ser resolvida sem a necessidade de briga judicial. Mesmo com o aumento de tom entre as partes, inclusive com acusações de espionagem industrial, Muniz Lopes vê espaço para uma solução.

Valor Online |

O que eu penso é que isso vai se resolver bem, mas se não se resolver nós temos que achar uma solução, o Brasil não poderá ser prejudicado, frisou o executivo, que participou do lançamento de um programa de eficiência energética lançado hoje pelo governo do Estado do Rio de Janeiro.

Muniz Lopes confirmou a recomendação dada a Furnas para que a subsidiária - sócia da Odebrecht no consórcio derrotado na licitação de Jirau - não apoiasse a busca pela discussão judicial sobre o projeto vencedor, que prevê o deslocamento da usina nove quilômetros rio abaixo. O executivo, no entanto, frisou que a palavra final não cabe à estatal.

O consórcio tem um sócio majoritário, que pode tomar essa iniciativa (de entrar na Justiça), ponderou.

Uma iniciativa da Eletrobrás para concentrar decisões sobre as controladas foi a alteração do estatuto de Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronorte para proibir que decisões estratégicas como a formação de parcerias para licitações sejam tomadas sem a aprovação do Conselho de Administração da holding. Uma decisão deste tipo, sem consulta à controladora, firmou a parceria entre Furnas e Odebrecht para a disputa dos leilões das usinas de Santo Antônio e Jirau, ambas no Rio Madeira.

Não teremos mais empresas do grupo Eletrobrás disputando o leilão como rivais. A orientação do Conselho é de que não haja esse tipo de procedimento, porque gera o que nós estamos vivendo agora em Santo Antônio e Jirau. É como se houvesse uma briga de Furnas contra Chesf e Eletrosul, afirmou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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