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Presidente da China alerta para aprofundamento da crise

Por Chris Buckley PEQUIM (Reuters) - O presidente chinês, Hu Jintao, alertou que a competitividade e a força comercial de seu país estão ameaçadas por uma decadência prolongada da economia global, pondo à prova o domínio do Partido Comunista.

Reuters |

Hu fez o alerta no sábado em uma reunião do Politburo, o conselho de elite de 25 membros do partido, que tratou dos desafios que a China enfrenta à medida que as exportações diminuem e forçam as empresas a dispensar trabalhadores, relatou a agência estatal Xinhua.

As duras palavras do presidente indicam que a China não vê um final próximo para a situação, que esta semana levou um grupo de especialistas do governo a prever que o crescimento anual vai diminuir para oito por cento neste trimestre, ante nove por cento do terceiro trimestre, chegando perto dos sete por cento vistos pelas autoridades como o mínimo para manter a estabilidade social.

"No período que se inicia, vamos combater frontalmente os efeitos do aprofundamento prolongado da crise financeira internacional e da pressão diante da desaceleração clara do crescimento econômico", disse Hu aos altos funcionários.

A desaceleração está "claramente reduzindo a demanda externa e exercendo pressão para enfraquecer as vantagens competitivas tradicionais de nosso país", disse Hu.

A China tem assistido a uma intensificação de protestos locais contra o fechamento de fábricas, especialmente em suas outrora florescentes zonas costeiras de exportação.

"Se podemos transformar a pressão em clímax, os desafios em oportunidades, e manter um desenvolvimento econômico firme e relativamente acelerado, tudo isso é um teste para a capacidade de nosso partido de governar", diss Hu, que também é líder do partido.

O governo anunciou um pacote fiscal de quatro milhões de yuans (586 bilhões de dólares) no início deste mês para contrabalançar o impacto da crise financeira global, embora ainda não esteja claro quanto desse valor serão de novos gastos.

O Banco Central acompanhou o gesto esta semana com seu maior corte de juros desde a crise asiática de 1997.

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