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Presidente da CE qualifica de inaceitável corte de gás russo à Europa

Bratislava, 8 jan (EFE).- O presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, disse hoje em Bratislava que a interrupção de fornecimento de gás russo à Europa devido a uma disputa com a Ucrânia é inaceitável.

EFE |

Após se reunir com os primeiros-ministros de Eslováquia, Hungria, República Tcheca e Polônia, quatro dos países mais afetados pelo corte, Durão Barroso afirmou que é "inaceitável" que, por causa de um problema bilateral entre Kiev e Moscou, "alguns países estejam sofrendo conseqüências negativas".

"Pedimos às partes para chegar a um acordo. Acho que isto é nossa prioridade, assegurar que os dois não coloquem em perigo a situação de alguns países, o futuro de suas economias e o bem-estar de seus cidadãos", disse Durão Barroso à imprensa.

O presidente da CE explicou que, nesta quarta-feira, conversou por telefone com os primeiros-ministros da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Yulia Timoshenko, para tentar colocar fim à situação o mais rápido possível.

Os líderes dos dois países aceitaram o envio de observadores para que possam constatar o trânsito de gás por território ucraniano, explicou Durão Barroso, que, na quarta, afirmou que a crise põe em dúvida a confiabilidade da Rússia como país de fornecimento de gás e da Ucrânia como país de passagem.

Durão Barroso ressaltou que a Ucrânia tinha aceitado as condições da UE para o envio de observadores, enquanto que, com a Rússia, as conversas seguiam em andamento.

Em Bruxelas, o vice-primeiro-ministro ucraniano, Hryhoriy Nemyria, afirmou hoje que Kiev estava finalizando com a UE os últimos detalhes sobre este acordo que garantirá "total acesso" aos observadores europeus para que comprovem que a Ucrânia facilita o trânsito do gás russo com destino aos 27 países-membros do bloco.

Por sua parte, o presidente da Gazprom, Alexei Miller, disse hoje que acertou com a UE retomar o fornecimento de gás em direção à Europa assim que os observadores europeus puderem comprovar o funcionamento dos gasodutos na Ucrânia.

"Temos um acordo para que, quando os observadores estiverem na Ucrânia e puderem comprovar o funcionamento das infra-estruturas, retomemos o bombeamento ao volume habitual", afirmou Miller, após uma reunião em Bruxelas com o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering.

Durão Barroso lembrou que, amanhã, haverá uma reunião do Grupo de Coordenação do Gás no qual será discutido um possível mecanismo de solidariedade entre os países do bloco. EFE jk/db

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