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Presidente da CE pede que países mantenham esforços contra crise

José Manuel Sanz. Bruxelas, 14 out (EFE).- O presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, pediu hoje aos líderes da UE que mantenham o esforço de coordenação e a credibilidade demonstrados nos últimos dias, que estão permitindo à Europa e ao resto do mundo enfrentar a crise financeira.

EFE |

"Os efeitos positivos de nossa resposta não se limitam apenas à Europa; estão se estendendo a outros países do mundo", disse Barroso, que se declarou "orgulhoso" do papel "político e técnico" desempenhado pelo Executivo da UE.

Às vésperas da reunião semestral dos governantes comunitários, ele pediu especialmente a manutenção dos ambiciosos objetivos europeus na luta contra a mudança climática, para que não morram vítimas da recessão econômica que se aproxima.

"Se abandonamos (esses objetivos) agora, a Europa vai ter um grande problema de credibilidade" e, além disso, "será o final dos esforços mundiais" para reduzir as emissões que provocam o aquecimento do planeta, advertiu.

O presidente da CE também ressaltou o quanto, segundo ele, a Europa necessita do Tratado de Lisboa, que não pôde entrar em vigor após os irlandeses terem rejeitado sua ratificação em um plebiscito em junho.

"Minha conclusão" sobre o que ocorreu estes dias já é de conhecimento dos senhores: "necessitamos do Tratado de Lisboa. A Europa necessita de instituições mais estáveis e eficazes", argumentou.

Embora se trate de uma reunião programada com antecedência, a cúpula que os 27 membros da UE celebrarão nas próximas quarta e quinta-feira em Bruxelas adquiriu o ar de um exercício de gestão de crise, devido ao afundamento dos mercados financeiros e à ameaça de recessão.

Em um encontro sem precedentes, os 15 governantes da zona do euro se puseram de acordo no domingo sobre uma série de intervenções coordenadas em apoio aos bancos que parecem estar devolvendo a estabilidade e a confiança dos investidores.

Os 15 países da zona do euro irão disponibilizar quase 2 trilhões de euros para garantir o refinanciamento dos bancos e recapitalizar entidades em dificuldades.

O presidente da CE advertiu, no entanto, que a saída para essa grave crise financeira internacional "é um processo" e, segundo ele, nós ainda "não estamos no final do túnel".

Em sua opinião, os 27 "confirmarão e reforçarão" amanhã o plano de ação traçado pelo Eurogrupo.

Segundo o presidente da CE, o acordo dos últimos dias e a sucessão de reuniões em formatos inéditos "foi excepcional" e provam que a Europa é capaz de "improvisar" quando a gravidade das circunstâncias o requer.

Foi necessário o compromisso político conjunto de todos os Governos da zona do euro, a atuação do Banco Central Europeu (BCE), o trabalho "mediador" da Comissão e a contribuição "fundamental" de Londres para frear o pânico, algo que a declaração prévia do G7 (grupo dos países mais ricos do mundo) não tinha conseguido.

Barroso aproveitou a entrevista coletiva para defender o papel da instituição que preside, descarregar em alguns Governos a responsabilidade pela Europa ainda carecer de uma supervisão supranacional e rejeitar "a caricatura 'neoliberal'" que alguns fazem dele.

Esta crise não foi gerada em Bruxelas, mas veio "mais uma vez" dos Estados Unidos, lembrou, para deixar claro que "a CE não é o problema".

"Necessitamos desta crise para abrir os espíritos de alguns Governos", disse.

A única alternativa que a Comissão teve foi atuar com "realismo e pragmatismo", não propondo iniciativas sem possibilidades de prosperar no Conselho de Ministros.

Pessoalmente, Barroso se definiu como "um reformador de centro" e disse que não aceita a caricatura que trata de apresentá-lo como um "neoliberal".

"Estamos pela economia social de mercado, e o crescimento e o emprego são nossas prioridades", acrescentou.

Barroso apoiou a idéia do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de convocar uma conferência internacional para revisar as bases do sistema financeiro mundial. EFE jms/ab

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