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Presidente da Alstom espera visita do governo brasileiro para conhecer trens de alta velocidade

SÃO PAULO - Em passagem pelo Brasil desde ontem, o presidente mundial da multinacional francesa Alstom, Patrick Kron, disse ao Valor que ele aguarda a visita de autoridades brasileiras para conhecer os projetos de trens de alta velocidade da companhia. Eles foram até o Japão, a Alemanha, a Itália e a Espanha. Espero que eles venham logo até a França também , disse Kron, acrescentando que a Alstom é a líder mundial em trens de alta velocidade.

Valor Online |

Dois motivos principais trouxeram Kron ao Brasil. O primeiro é a assinatura de dois importantes contratos, com o Metrô de São Paulo, no valor de 280 milhões de euros, e com a Bardella, para a criação de uma joint venture de fabricação de turbinas para o projeto da hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira. O segundo motivo foi manter contatos com funcionários e com órgãos de imprensa para esclarecer a posição da Alstom frente às acusações de que a empresa pagou suborno no passado para conseguir contratos.

A empresa não pretende nem um pouco renunciar às suas responsabilidades , disse Kron, na primeira entrevista sobre o assunto desde que a investigação se tornou pública, há cerca de dois meses. Segundo ele, há um inquérito judicial em andamento na Suíça, com apoio da Justiça francesa, e o juiz só deve concluí-lo nas próximas semanas. Neste exato momento, nenhum dirigente atual ou passado da Alstom foi indiciado ou considerado culpado de coisa alguma. Fizemos uma auditoria interna e o que posso adiantar é que os resultados obtidos até aqui não confirmam a história (...) de que a Alstom teria montado um esquema de corrupção para conseguir contratos , disse o presidente hoje pela manhã.

Kron ressaltou que a Alstom está no Brasil há 50 anos e que emprega 4 mil pessoas no país. Segundo ele, a Alstom construiu 50% da capacidade de geração elétrica do país e, hoje, 80% das pessoas que passam pelo metrô utilizam equipamentos da empresa. Por quê? Porque somos o único fabricante brasileiro de equipamento ferroviário e de sinalização (...). Em um período difícil da economia brasileira, de 2000 a 2005, ficamos aqui. Tínhamos de exportar cerca de 90% da nossa produção no país , disse o principal executivo da Alstom, que assumiu a presidência da companhia em 2003 e que não trabalhava no grupo na época dos acontecimentos que são hoje alvo da investigação (fim da década de 90). Vamos continuar participando do desenvolvimento do país.

Durante a entrevista ao Valor, o presidente da Alstom deu claros sinais de que está preocupado com a repercussão da investigação suíça sobre corrupção e com a forma que isso pode afetar os negócios da companhia. Não quero que nossos clientes pensem que vão se arriscar tendo negociações com a Alstom. Felizmente, há exemplos que provam que isso não está acontecendo , comentou Kron. Ele defende que a Alstom seja tratada de maneira justa e equilibrada, baseada em fatos, e não em alegações .

(Raquel Balarin | Valor Econômico para o Valor Online)

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