O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha, considerou positivo o acordo fechado entre Brasil e Estados Unidos em relação ao contencioso do algodão na Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, a possibilidade de retaliação pelo Brasil foi importantíssima como mecanismo de pressão.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha, considerou positivo o acordo fechado entre Brasil e Estados Unidos em relação ao contencioso do algodão na Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, a possibilidade de retaliação pelo Brasil foi importantíssima como mecanismo de pressão. Sem isso, de acordo com Cunha, não se teria chegado a um acordo dessa magnitude. O acordo prevê a não aplicação das retaliações pelo Brasil até 2012, quando a lei agrícola norte-americana será reformada, mas estabelece limite para gastos com subsídios pelo governo dos Estados Unidos e a redução dos subsídios no programa de garantias de crédito à exportação do algodão. Cunha, no entanto, afirma que seria bastante otimista se acreditar que os Estados Unidos irão retirar integralmente os subsídios na reforma de sua lei agrícola. Mas o presidente da Abrapa acredita que haverá avanços porque se criou um ambiente bastante favorável para trazer esses subsídios a um nível razoável. Segundo ele, os contribuintes norte-americanos já questionam o uso dos recursos do Tesouro norte-americano nesses subsídios e, agora, depois de um acordo fechado em abril com o Brasil, na composição de um fundo para compensar as perdas dos produtores de algodão brasileiros.

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