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Presidente critica discurso de Bush

A irrelevância com que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tratou a crise financeira mundial no discurso que fez na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) chamou a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agência Estado |

O presidente "lamentou" a decisão e chegou a ironizar o fato de Bush ter insistido em falar sobre terrorismo, quando todos os países do mundo estão sofrendo por causa da crise financeira que é, em grande parte, de responsabilidade dos EUA.

"Como sou defensor da autodeterminação dos povos e da soberania dos discursos dos presidentes, fui obrigado a ficar quieto", disse Lula, em conversa com os jornalistas, ao regressar da solenidade de abertura da Assembléia Geral. Ele dedicou toda a primeira parte do discurso à cobrança de uma solução conjunta para a "anarquia especulativa".

Ao comentar a fala de Bush, Lula disse esperar outro discurso, porque se tratava da última aparição do presidente americano no plenário das Nações Unidas. Avaliou que Bush faria um discurso de despedida, falando um pouco da crise econômica e o que que o governo americano pretendia fazer. "Mas ele fez a opção por voltar a falar de terrorismo." O presidente brasileiro justificou as expectativas dele: "Era a coisa mais importante neste momento", disse. "Mas, de qualquer forma, cada um faz seu pronunciamento."

A decepção não foi só do presidente Lula, conforme relato do seu assessor especial, Marco Aurélio Garcia. "Não foi só minha impressão, mas de delegados e dirigentes que esperavam uma manifestação mais forte do presidente Bush", disse Garcia.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, lembrou que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi enfático ao falar da crise financeira, reforçando a idéia de uma reunião de lideranças da ONU para tratar do problema.

Questionado se Bush não jogou um balde de água fria na platéia ao tratar superficialmente da crise financeira, Amorim respondeu: "Vem um balde de água fria mas, depois, veio um de água quente." Ele se referia ao discurso do presidente francês que mencionou com ênfase a crise financeira.

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