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Pré-sal pode exigir investimentos de US$ 400 bi, diz ANP

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, estimou nesta quarta-feira que a exploração e produção de petróleo na camada de pré-sal poderão demandar investimentos de aproximadamente US$ 400 bilhões, em um prazo de 10 anos. Lima participou de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores na Câmara, que discutiu o pré-sal.

Agência Estado |

 

Ele ressaltou que a estimativa de investimentos ainda não é a mais precisa. Lima reiterou que as reservas de petróleo da camada pré-sal devem ser de, no mínimo, 50 bilhões de barris, podendo chegar até a 80 bilhões.

O executivo afirmou que a Comissão Interministerial que analisa possíveis alterações na lei do petróleo para a exploração do pré-sal deverá concluir seus trabalhos e entregá-lo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no começo de dezembro. Essa previsão representa ligeiro adiamento em relação ao que vem sendo dito pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ambos têm dito que a comissão encerrará suas análises ainda em novembro.

"A comissão não trabalha sob pressão, com relação ao tempo. Nós já previmos encerrar os trabalhos umas duas ou três vezes. Mas, na medida em que aprofundamos os estudos, vão se levantando novas questões", disse Lima, que não especificou qual seria a nova questão que poderia adiar os trabalhos da comissão. Ele também reforçou que pelo menos mais uma reunião deverá ser realizada para que seja feita uma síntese das dezenas de horas de discussão da comissão.

O diretor-geral da ANP descartou a hipótese de eventuais mudanças na legislação do petróleo para futura exploração do pré-sal serem feitas por meio de Medida Provisória (MP). "Por medida provisória, não. A idéia não é mexer com MP", afirmou Lima, depois de participar da audiência na Câmara.

Lima também afirmou que é possível que o Brasil passe a ter mais de um modelo para a exploração de petróleo: um para o pré-sal e outro para as demais regiões, com menos reservas. "Temos muito petróleo previsto para uma determinada região. Mas o País é muito maior do que isso. Podemos trabalhar a idéia de não ter um modelo único para a exploração e produção de petróleo no Brasil", disse.

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