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Pré-sal é viável mesmo com preço atual do petróleo, nota Gabrielli

RIO - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, garantiu que os projetos que a companhia possui para a área do pré-sal são viáveis mesmo com o preço do petróleo na casa de US$ 40. De acordo com ele, não houve na reunião do Conselho de Administração da empresa, na sexta-feira da semana passada, uma discussão sobre projetos específicos, mas apenas o consenso de que, no atual cenário de volatilidade, o mais indicado seria o adiamento da análise do plano de negócios da estatal. Na sexta-feira, não analisamos projetos. Avaliamos apenas o pré-sal e concluímos que, com os preços atuais, o pré-sal é viável, afirmou Gabrielli em café da manhã com jornalistas na sede da Petrobras no Rio de Janeiro.

Valor Online |

Gabrielli ressaltou ainda que o adiamento do plano de negócios, que abarcará o período 2009-2013, não trará problemas para os projetos que receberão recursos em 2009. Segundo ele, já está no Congresso Nacional, desde agosto, o plano de investimentos da Petrobras, que prevê R$ 72 bilhões para o próximo ano.

Apesar deste plano não ter sido aprovado pelo Congresso, o presidente da estatal afirmou que o orçamento ficará acima do investimento de cerca de US$ 55 bilhões feito pela companhia este ano.

Gabrielli explicou que, para o plano de negócios que abrange sempre um período qüinqüenal, a decisão e a estruturação cabem à empresa enquanto o plano de investimento faz parte do orçamento anual de investimentos e é enviado ao Congresso sempre no mês de agosto do ano anterior.

Sobre a reunião de sexta-feira, o dirigente da Petrobras lembrou que o adiamento para janeiro da análise do plano de investimento foi unânime e conseqüência da forte volatilidade dos mercados internacionais. Recordou que, em meados deste ano, o barril de petróleo tipo WTI bateu a casa de US$ 147. Na sexta-feira da semana passada, girou em torno de US$ 33. Já o barril do tipo Brent está mais caro, o que, segundo ele, não é usual, ainda acima de US$ 40.

"Esperávamos uma queda dos preços, mas tamanha volatilidade em seis meses não era esperada", afirmou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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