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Pré-sal deve ter no mínimo 50 bilhões de barris, diz ANP

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou nesta sexta-feira que a agência projeta um volume de reservas entre 50 bilhões e 70 bilhões de barris nas áreas já concedidas da camada pré-sal na Bacia de Campos (RJ). Até o momento, a Petrobras confirmou a existência de no máximo 12 bilhões de barris nos projetos Tupi e Iara.

Agência Estado |

Outras seis descobertas da região ainda serão avaliadas pela estatal.

Lima afirmou que a agência fez sua projeção com base em dados geológicos e análises de especialistas sobre a região. "Havia uma previsão de um mínimo de 12 bilhões e de no máximo 70 bilhões de barris. Hoje, esperamos que o mínimo gire em torno de 50 bilhões e o máximo, entre 70 e 80 bilhões. Então há uma previsão de ficar entre 50 bilhões e 70 bilhões de barris", afirmou Lima em entrevista após a posse de dois novos diretores da ANP, no Rio.

O volume de 50 bilhões já havia sido citado por Magda Chambriard, em seu discurso de posse. "Não sabemos quais as conseqüências para o Brasil. É uma mudança tão profunda que não só modifica o panorama da geopolítica mundial como coloca o Brasil em grandes condições de desenvolver uma indústria fornecedora (para o setor de petróleo)", disse.

Segundo ele, a ANP fez algumas simulações tomando como base o campo de Marlim, maior produtor nacional de petróleo, e chegou à projeção de que serão necessários mais ou menos 500 poços para desenvolver as reservas do pré-sal. "Isso daria cinco mil quilômetros de poços com aço especial. Poderíamos trabalhar com a idéia de deixar de ser um grande exportador de minério para passarmos a ser grande produtor de aço para abastecimento do mercado interno. Isso implicaria em termos grandes investimentos em siderurgia", disse Lima.

O diretor-geral da ANP lembrou que suas projeções foram feitas sobre a área já concedida do chamado cluster de Santos, onde apenas 43% da área está sendo explorada por petroleiros. O restante ainda depende da nova regulamentação do pré-sal. Lima avalia que a queda do preço do petróleo não inviabiliza os investimentos no setor, que são planejados levando em conta preços de longo prazo. "O plano do pré-sal é estratégico, não pode ser menos de dez anos. E por isso não sofre tanto com os efeitos da crise", disse Lima, voltando a calcular em US$ 35 a US$ 40 o preço do barril que viabiliza a exploração do pré-sal.

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