SÃO PAULO - Depois da abertura em território positivo, Wall Street opera em queda nesta terça-feira. A pressão continua vindo da Europa e acaba encobrindo expectativas positivas sobre a economia dos EUA.

O clima ameno do início do pregão foi estimulado pelas palavras do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke. Ele espera a continuidade da recuperação econômica americana, mas a um ritmo moderado, e vê o segmento privado substituindo o setor público como motor da retomada dos Estados Unidos. Ele acredita, porém, que vai persistir o alto desemprego no país. Os investidores tinham recebido bem as declarações da autoridade monetária, mas notícias vindas do continente europeu trouxeram à tona as dificuldades desses países de lidar com suas contas públicas. Pela manhã, a agência de classificação de risco Fitch recomendou ao Reino Unido a redução de seu déficit orçamentário em mais 1% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano se quiser manter sua nota AAA. A agência destaca que o país terá de adotar uma forte estratégia de consolidação das contas a médio prazo. No âmbito corporativo, o setor de destaque da sessão é o tecnológico. As ações da Apple há pouco recuavam mais de 0,5%, apesar de o executivo da companhia, Steve Jobs, ter apresentado ontem ao mercado o novo iPhone 4, durante uma conferência anual para desenvolvedores de software, nos Estados Unidos. O índice Dow Jones há pouco recuava 0,24%, aos 9.793 pontos. O Nasdaq declinava 1,09%, aos 2.150 pontos. O S & P-500, por sua vez, tinha desvalorização de 0,40%, aos 1.046 pontos. (Vanessa Dezem | Valor)

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