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Prêmios Nobel de Economia recomendam regulação dos mercados ao G20

Berlim, 8 nov (EFE).- Vários ilustres ganhadores do Prêmio Nobel de Economia, como Joseph Stiglitz, Edmund S. Phelps e Robert E. Lucas, defenderam uma maior regulação dos mercados financeiros, como recomendação aos governos participantes da cúpula do G20, formado por países desenvolvidos e emergentes, que será realizada em Washington.

EFE |

Os Estados devem intervir com mais força para resolver a atual crise financeira mundial, é a opinião de vários agraciados com o Nobel consultados pela revista alemã "Der Spiegel" diante da cúpula da próxima semana.

"A opinião pública precisa de meios monetários que não estejam em situação de alto risco para evitar situações de pânico sobre os bancos. O melhor caminho é criar um sistema bancário competitivo em que os depósitos sejam garantidos pelo Estado", diz Lucas, Nobel de Economia em 1995.

"Em nenhum caso deve ser possível que os bancos realizem operações altamente especulativas", diz o alemão Reinhard Selten, premiado em 1994.

Stiglitz, Nobel em 2001, considera que os Governos devem buscar "uma solução global" para evitar estruturas financeiras como as atuais, que "não só têm erros, mas também são injustas com os países em vias de desenvolvimento".

"Precisamos de instituições financeiras nos países menos desenvolvidos com uma direção de acordo com os tempos", acrescenta o economista americano, para quem um "sistema financeiro global exige um fundo monetário também global".

Paul A. Samuelson, de 93 anos e premiado com o Nobel em 1970, diz que "o presidente americano George W. Bush passará à história como o pior presidente nos 232 anos de história dos Estados Unidos", por sua responsabilidade sobre a crise.

Além disso, Samuelson considera que a intervenção do Estado é necessária para "regular a vida empresarial" e "dirigir à estabilização da economia".

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