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Prêmio pago pelo seguro rural salta 154%, para R$ 324,7 mi em 2008

SÃO PAULO - As empresas brasileiras arrecadaram R$ 324,7 milhões com o prêmio pago pelo seguro rural em 2008, um salto de 154% em relação aos R$ 127,7 milhões registrados no ano anterior, segundo balanço do Ministério da Agricultura, apresentado hoje em São Paulo. Do total arrecadado, o governo pagou R$ 157,5 milhões em subvenções, contra R$ 61 milhões durante 2007.

Agência Estado |

O capital segurado por empresas privadas no ano passado somou R$ 7,209 bilhões, ante R$ 2,276 bilhões em 2007. Se computados o Proagro e Proagro Mais, o montante protegido por seguro soma R$ 14,142 bilhões.

Estes são programas oficiais de governo mais utilizados pelos pequenos agricultores, cujas operações atingiram 627,3 mil no ano passado, mas que em capital segurado representa R$ 6,933 bilhões.

Além do governo federal, São Paulo e Minas Gerais também contam com um programa de subvenção ao seguro rural. "No Rio Grande do Sul, o programa existe em menor escala e Paraná e Mato Grosso do Sul também estudam implantar sistemas semelhantes", afirma Welington Soares de Almeida, diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural.

Nestes casos, o governo federal paga 50% do prêmio e o estadual cobre 50% do valor restante. "Desta forma, o produtor banca um terço do valor total do seguro", explica Almeida.

O prêmio do seguro rural privado é calculado com base em dados sobre produtividade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informações sobre clima e solo. "Não existe um padrão único varia de acordo com a cultura, região e risco", afirma Almeida.

O problema é que os dados do IBGE sobre produtividade ficam defasados porque estão restritos ao censo agropecuário, que saem a cada dez anos. Além disso, o resultado apresentado é do valor médio por região. A ideia do governo é apresentar dados segmentados por regiões ou municípios, mantendo uma base de dados mais atualizada para as seguradoras.

Representantes do ministério e do IBGE estão trabalhando com especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" para aprimorar o levantamento dos dados que serão usados pelas seguradoras no momento de avaliar o risco inerente às operações.

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