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Prêmio do Lehman causa reação

A decisão do Lehman Brothers de pagar aos funcionários que trabalham em Nova York um total de US$ 2,5 bilhões em bônus causou indignação entre os empregados da filial britânica do concordatário banco de investimentos americano. Segundo o jornal The Sunday Times, a equipe de Londres está com os salários regulares atrasados.

Agência Estado |

O britânico Barclays, que adquiriu a operação americana do Lehman, já avisou, porém, que não é obrigado a cumprir a promessa de pagar essas gratificações - que se referem ao lucro obtido pela instituição nos últimos três trimestres fiscais.

No entanto, analistas consultados pelo periódico britânico acham que a pressão da concorrência para conservar esses trabalhadores significa que o Barclays não terá remédio além de pagar os bônus prometidos.

O jornal afirma que Michael Gelband, diretor da divisão global de mercados de capitais, e Eric Felder e Hyung Soon Lee, que lideram a de renda fixa, receberão as maiores gratificações. O Barclays pediu aos 10 mil empregados da sede nova-iorquina que compareçam hoje ao trabalho. Durante os próximos três meses, será decidido quantos deles ficarão e quantos serão demitidos.

Um empregado da sede londrina do Lehman qualificou o que ocorreu de autêntico "escândalo". "Não voltarei a trabalhar nunca mais para uma empresa americana. Ninguém entrou em contato conosco desde que se declarou a concordata, segunda-feira passada".

Outro empregado da filial britânica também se queixou do tratamento recebido até o momento. "Outras instituições financeiras, incluindo o Lehman Brothers em Nova York foram salvas, mas o mesmo não ocorreu com os empregados na Europa", criticou. O novo presidente da Autoridade de Serviços Financeiros, organismo regulador do centro financeiro de Londres, questionou o sistema de gratificações milionárias do mundo bancário.

Adair Turner disse que os organismos reguladores têm o direito de se perguntar se os bancos estão pagando muito por benefícios "irreais" e práticas comerciais que só geram problemas futuros. Ele não comentou a denúncia dos funcionários do Lehman. "O Barclays fez essa aquisição e deve decidir que gratificações dará", disse. "Não podemos interferir em suas decisões."

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, qualificou ontem alguns elementos do sistema de gratificações da City Londrina de "inaceitáveis" porque não levam em conta o comportamento a longo prazo, e reivindicou um novo sistema internacional que regule esses tipos de remunerações.

Os administradores dos negócios europeus do Lehman apresentaram um processo em um tribunal de Nova York no qual reivindicam a devolução de US$ 8 bilhões enviados a partir de Londres, informou a BBC. O dinheiro foi transferido da Europa à holding do grupo nos EUA antes da declaração de concordata da instituição.

Um porta-voz da PricewaterhouseCoopers, companhia encarregada da administração do Lehman Brothers na Europa, disse que o dinheiro foi necessário para pagar os salários dos funcionários, credores, além de outras despesas diárias.

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