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Premier indiano pede solução para caso da fábrica da Tata Motors

Nova Délhi, 1 out (EFE).- O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, intercedeu hoje no conflito sobre a fábrica de Singur, no nordeste do país, onde a Tata Motors planejava começar este mês a fabricação do carro Nano, ao pedir a ambas as partes que encontrem uma solução negociada.

EFE |

Singh afirmou que, pelo interesse tanto da região indiana de Bengala, onde fica a fábrica, quanto de toda Índia, as partes devem resolver o conflito "satisfatoriamente", conforme informaram agências de notícias indianas.

Em declarações a bordo do avião que o levou de volta à Índia após uma visita a Estados Unidos e França, Singh disse ainda que não é "tarde demais" para encontrar uma solução negociada que atenda as necessidades dos agricultores desapropriados para a construção da instalação e as do grupo automobilístico.

Em 24 de setembro, a Tata Motors começou a transferir equipamentos para a fabricação do Nano, anunciado como o "carro mais barato do mundo", da fábrica de Singur para instalações da montadora em outro estado indiano.

Previamente, a empresa tinha paralisado a construção da fábrica em Singur após novos protestos que começaram no final de agosto, e ameaçou transferir o projeto para outro lugar.

Os manifestantes, liderados pelo partido opositor bengali Congresso Trinamool, exigem a devolução dos 162 hectares de terras agrícolas que foram desapropriados à força de seus proprietários para construir a fábrica da Tata Motors.

O Governo estadual de Bengala e o Congresso Trinamool chegaram a um acordo em 7 de setembro mediante o qual o Executivo se comprometia a entregar aos camponeses que recusaram as indenizações "o máximo possível de terras dentro da área do projeto e do resto em zonas adjacentes".

No entanto, desde então as partes não tinham entrado em consenso sobre a área que poderia ser devolvida a seus donos originais e a Tata Motors manteve sua ameaça de mudança.

Várias vozes do Governo admitiram nos últimos dias que é quase impossível chegar a uma solução que evite a saída da Tata Motors, mas o chefe do Executivo regional, Buddhadeb Bhattacharjee, fará um último esforço na sexta-feira, quando se reunirá com o presidente da montadora, Ratan Tata.

"Discutirei com Ratan Tata todos os aspectos do projeto do carro que agora estão incertos", disse Bhattacharjee.

O ministro da Informação indiano, P. R. Dasmunshi, disse ontem que a Tata Motors "também deve fazer algum sacrifício. Uma indústria não pode se desenvolver ignorando a sociedade".

A Tata Motors começaria a fabricar este mês o Nano, com preço de 1 lakh (100 mil rúpias ou US$ 2.200) sem incluir impostos nem custos de transporte.

A companhia já iniciou negociações com autoridades de outro estado indiano dos muitos que ofereceram suas terras para o projeto Nano. EFE mb/wr/rr

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