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Premier húngaro diz que ajuda do FMI evitou quebra do país

Paris, 12 nov (EFE).- O primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsány, admitiu que a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) permitiu evitar uma quebra hipotética de seu país, que também era ameaçado pelo que chamou de quatro erros fundamentais.

EFE |

Gyurcsány ressaltou, em entrevista publicada hoje pelo jornal "Le Monde", que "tinha que atuar rapidamente para tranqüilizar os mercados", para justificar o empréstimo de 20 bilhões de euro dado por FMI, União Européia e Banco Mundial.

Para ele, a ação do FMI "era preventiva, não curativa. O simples anúncio de que nos tinham dado uma linha de créditos permitiu ao forinte (a moeda nacional húngara) voltar a seu câmbio normal", ou seja, 260 por euro.

Segundo ele, poderia o país estar sujeito à quebra "se o mercado de títulos do Estado tivesse congelado completamente, se a inflação tivesse subido dezenas de pontos e caso se tivesse tido que dedicar a receita do Estado a pagar a dívida em vez de pensões, o que teria provocado uma catástrofe social e financeira".

"Cometemos quatro erros fundamentais", o primeiro foi "não saber estimular a economia" por causa de uma política que incitava a gastar, disse o premier.

De acordo com ele, o outro foi que os três Governos de entre 2000 e 2006 "gastaram em excesso" e aumentaram o déficit público.

Os outros foram "a insuficiência das reformas, que a oposição arquitetou" e o endividamento de pessoas físicas e empresas em moeda estrangeira, embora este fenômeno, segundo o premier, seja "observável em toda a região" e não só na Hungria.

Gyurcsány antecipou que o déficit fiscal, que chegou a se aproximar de 10% do Produto Interno Bruto (PIB), neste ano cairá para 3,2%. EFE ac/rr

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