assumir responsabilidades perante crise - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Premier chinês: Países ricos devem assumir responsabilidades perante crise

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, defendeu nesta quarta-feira a ideia de que os países ricos assumam suas responsabilidades e minimizem o impacto da crise financeira nas nações em desenvolvimento, em discurso proferido no Fórum Econômico Mundial de Davos.

AFP |

O dirigente chinês também declarou que a China estava pronta para trabalhar com a comunidade internacional para estabilizar os mercados e relançar o crescimento.

Os culpados pela crise, segundo ele, são os países que adotaram "um modelo de desenvolvimento não sustentável caracterizado por uma poupança fraca durante um longo período e um forte consumo" - uma alusão apenas velada aos Estados Unidos.

A China, ao contrário, agiu "como um grande país responsável", assegurou.

Wen Jiabao aproveitou para exortar, durante sua presença no Fórum, o "estabelecimento de uma nova ordem econômica mundial", que inclua uma reforma das grandes instituições financeiras internacionais.

Além disso, o primeiro-ministro chinês instou os Estados Unidos a "cooperarem" com a China para combater a crise econômica, estimando que o "confronto" seria nefasto para os dois países.

"Ao enfrentar a crise financeira internacional, é imperativo que os dois países estreitem sua cooperação, essa é a minha mensagem à administração americana" do presidente Barack Obama, indicou Wen em Davos.

Wen acrescentou que as tres décadas de relações diplomáticas entre Estados Unidos e a China comunista demonstram que as duas partes sairam ganhando de "uma relação pacífica e harmoniosa", enquanto sairiam perdendo de uma relação conflituosa.

Ele também afirmou que a China se fixou como objetivo um crescimento econômico de 8% em 2009 para manter "a estabilidade social" no gigante asiático, mas reconheceu essa meta é "ambiciosa".

"Acreditamos que é necessário manter um crescimento de 8% este ano. É uma necessidade e podemos alcançá-la com um grande esforço", declarou o primeiro-ministro.

O premier voltou a assegurar, em tom mais otimista, que os "fundamentos da economia chinesa permanecem imtocáveis" e que o país trilha o "caminho de um desenvolvimento rápido e firme".

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira que a China terá um crescimento econômico de 6,7% este ano em conseqüência da crise financeira.

"Para ser sincero, um crescimento de 8% em 2009 é uma meta ambiciosa, mas tenho certeza de que poderemos alcançá-la com um forte empenho", garantiu Wen.

Depois de Davos, Wen e uma comitiva de ministros e empresários chineses, devem visitar Berlim, Bruxelas, Madri e Londres.

A turnê europeia não compreende a França, que ficou no primeiro plano das tensões sino-europeias do ano passado sobre o Tibete. Pequim diz esperar "um gesto" após o encontro do presidente Sarkozy com o Dalai Lama.

cr/pb/sd

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG