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Premier britânico vai a países do Golfo em busca de ajuda para o FMI

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, iniciará neste sábado uma viagem por três países produtores de petróleo do Golfo com a esperança de convencê-los a utilizar seus recursos financeiros em benefício de países golpeados pela crise.

AFP |

Em quatro dias, Brown visitará Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar. A esses países vai sugerir que contribuam para o aumento das reservas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que este organismo possa apoiar os países em dificuldade.

"São os países que possuem reservas substanciais, os países ricos em petróleo que devem ser os principais contribuintes" do FMI, que possui reservas atualmente de 250 bilhões de dólares, afirmou o chefe de governo britânico.

"Evidentemente vou ao Golfo neste final de semana e essa questão será necessariamento um dos temas", prometeu Brown ao considerar que um aumento das reservas do FMI - que já emprestou recentemente à Islândia, além de Hungria e Ucrânia - ajudará a prevenir a propagação da crise.

No entanto, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) - a que pertencem tanto o Qatar, como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, que é o primeiro produtor mundial de cru - já preveniu os países ocidentais para que não contem com o cartel para injeções de ajuda a nações ocidentais.

Ante a situação, a missão de Brown se prenuncia delicada. Sobretudo porque, segundo os especialistas, mesmo se os Estados do Golfo decidirem, finalmente, pôr parte de seus recursos financeiros à disposição, é muito pouco provável aceitarem que esse dinheiro passe pelo canal do FMI.

As monarquias produtoras de petróleo do Golfo enfrentam uma diminuição de suas receitas - dependentes, num percentual de 80% de seu óleo - devido à baixa dos preços do cru. Sua perda é estimada em mais de 55% em menos de quatro meses com um petróleo cotado abaixo des 60 dólares, depois do recorde histórico de 150 dólares o barril em julho.

Brown chegou a ser reprovado pelos produtores do cru ao declarar-se "decepcionado" na semana pasada, quando a Opep decidiu reduzir sua oferta da ordem de 1,5 milhão de barris ao dia para tentar conter a queda dos preços.

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