O primeiro-ministro belga, Yves Leterme, cuja sorte estava, nesta sexta-feira à noite, nas mãos do rei Albert II, após ter apresentado sua demissão, reafirmou em uma nota que, em nenhum momento, tentou dificultar o trabalho da Justiça no caso do banco Fortis.

"Reafirmo que, em nenhum momento, tratou-se de influenciar e ainda menos de pôr obstáculos ao procedimento judicial", disse Leterme, na nota divulgada pouco depois da apresentação da renúncia de seu governo ao soberano.

"Segundo a nota do primeiro presidente do Tribunal de Cassação (...) não há nenhuma prova que vá nesse sentido", completa Leterme, democrata-cristão flamengo de 48 anos, que chegou ao poder em março.

"Mesmo quando agi com toda minha alma e consciência pelo interesse geral, devo admitir, porém, que a nota (do presidente do Tribunal de Cassação Ghislain) Londers torna impossível a continuação da atividade governamental".

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