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Premiê reage à pressão externa para valorizar yuan

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, reagiu ontem às pressões externas para a valorização do yuan e afirmou que a cotação da moeda ficará estável em nível apropriado e balanceado, sem especificar o que isso significa. Nós somos contra a prática de acusações mútuas entre países ou a adoção de medidas para forçar outros países a valorizarem suas moedas, declarou o premiê na única entrevista coletiva que concede a cada ano, no encerramento da reunião do Congresso Nacional do Povo.

Agência Estado |

Segundo ele, esse tipo de comportamento não contribui para a reforma do sistema cambial chinês.

Wen refutou as acusações de que a cotação do yuan é mantida em nível artificialmente baixo e lembrou que a moeda subiu 21% desde julho de 2005, quando, em tese, acabou a paridade com o dólar mantida por uma década.

O problema é que o movimento de valorização se interrompeu em meados de 2008, com a crise global. Desde então, a cotação ficou inalterada em 6,83 yuans para cada US$ 1,00. O primeiro-ministro afirmou que a estabilidade da moeda chinesa foi importante para a recuperação da economia global e lembrou que seu país não promoveu desvalorizações durante o período agudo da crise.

Wen ressaltou que as importações da China caíram apenas 11% no ano passado, enquanto as exportações tiveram retração de 16%, o que provocou queda de US$ 102 bilhões no superávit comercial do país.

Pequim continuará a adotar medidas para aumentar suas importações, disse Wen, que pediu aos Estados Unidos e Europa que levantem as limitações para exportação de alguns bens de alta tecnologia para a China.

A maioria dos analistas acredita que a China retomará o processo de valorização do yuan dentro de três a quatro meses e prevê valorização de 4% a 6% até o fim do ano.

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