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Premiê irlandês defende decisão de garantir todos os depósitos bancários

Dublin, 6 out (EFE).- O primeiro-ministro da República da Irlanda, Brian Cowen, defendeu hoje sua decisão de garantir na semana passada todos os depósitos dos seis grandes bancos nacionais, apesar de essa medida ter incomodado alguns membros da União Européia (UE).

EFE |

"Estavam ocorrendo coisas que colocavam em risco todo o sistema financeiro. Tínhamos que tomar medidas", afirmou Cowen, cujo Governo foi criticado por tomar essa decisão de maneira unilateral, sem consultar outros Estados-membros ou o Banco Central Europeu (BCE).

"Queremos abordar este assunto (a crise financeira) tão coordenadamente quanto pudermos, mas nossos interesses nacionais estavam em risco e, simplesmente, tivemos que agir", reiterou o primeiro-ministro.

Segundo Cowen, o objetivo primordial de seu Executivo é defender a "estabilidade de nosso próprio sistema financeiro, mas, em nível europeu e global, podemos encontrar soluções para este problema".

Neste sentido, o chefe do Governo irlandês disse que, nos próximos meses, serão revisados os "recursos e o quadro" da autoridade de regulação financeira da Irlanda, suspeita de não combater a tempo as práticas irregulares das entidades bancárias.

O processo de concessão de créditos, por exemplo, será mais vigiado, disse Cowen.

"Apesar das medidas adotadas na semana passada, a liquidez dos mercados internacionais ainda é um problema, pois não têm mais liquidez que há uma semana", concluiu o primeiro-ministro.

A lei de garantia irlandesa, que permanecerá em vigor até a meia-noite de 28 de setembro de 2010, protege depósitos, títulos e certo tipo de dívida dos seis grandes bancos nacionais avaliados em mais de 400 bilhões de euros. EFE ja/an

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