A economia chinesa poderá crescer neste ano cerca de 8%, disse ontem o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao. Essa meta, fixada para 2009, “é necessária e alcançável”, acrescentou.

Em 2008 o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 9%, mas a atividade perdeu impulso no fim do ano, afetada pela crise internacional. A produção do último trimestre cresceu só 6,8%.

“Estamos confiantes”, disse o primeiro-ministro. Os fundamentos da economia estão intocados, o setor financeiro é sólido e as vantagens produzidas em 30 anos de reformas não foram perdidas. Wen Jiabao falou sobre a economia de seu país e sobre a crise numa sessão do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Pouco antes, num encontro especial com empresários e um grupo de jornalistas, ele havia respondido a uma pergunta sobre um comentário polêmico do novo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, que acusou a China de manipular o câmbio para desvalorizar a moeda e aumentar a competitividade dos exportadores chineses. Wen Jiabao sequer mencionou o nome do secretário. “Rumores que circularam na imprensa sobre manipulação da moeda são totalmente infundados. Como todos podem ver, desde a reforma cambial de 2005 o yuan valorizou-se 21% em relação ao dólar”, disse. “E é ainda mais ridículo que alguém tente desviar para a China a responsabilidade pela crise financeira internacional”, disse.

Jiabao permitiu-se um pouco menos de formalidade. Há nove anos, contou, visitou bancos suíços e ficou impressionado com a segurança de sua administração.Depois visitou o Banco da Inglaterra e ficou admirado com as portas espessas . “Agora não posso deixar de perguntar: como bancos tão bem administrados puderam entrar nessa crise?” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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