Nova Délhi, 20 out (EFE).- O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, reconheceu hoje que a crise financeira internacional poderia ter efeitos negativos na economia da Índia, mas garantiu que não deve haver espaço para o medo.

O chefe de Governo, que quando estava no cargo de ministro das Finanças foi o arquiteto das reformas econômicas realizadas no país no início dos anos 90, fez estas declarações no Parlamento indiano.

"Devemos estar preparados para uma desaceleração temporária da economia indiana. O impacto preciso é difícil de ser calculado, enquanto a profundidade e a duração do arrefecimento continuarem incertas", disse Singh.

Além disso, admitiu que a crise financeira e o menor crescimento econômico dos países desenvolvidos podem ter "impacto indireto na economia indiana".

Singh pediu calma e assegurou que, apesar da crise internacional, não "há espaço para o medo".

Segundo o chefe do Governo indiano, inclusive as previsões "mais pessimistas" colocam o crescimento do PIB da Índia em uma taxa mínima de 7%.

Além disso, destacou que, no primeiro trimestre do ano fiscal atual, o PIB indiano cresceu a um ritmo de 7,9%, enquanto as exportações aumentaram 35,5% no período entre abril e agosto deste ano.

Além disso, afirmou que a inflação, que oscila em torno de 11%, caiu nas últimas três semanas e que, apesar de o nível dos preços continuar sendo elevado, está registrando uma redução.

"A Índia enfrentou desafios no passado e os superou. É nos desafios quando o povo indiano se supera e os transforma em uma oportunidade". EFE mb/an

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