Primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou que um fracasso em combater o deficit terá implicações enormes

Um mês depois de assumir, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou que os desafios fiscais do país são piores do que o esperado e que um fracasso em combater o deficit de mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) terá "implicações enormes". O novo governo do Reino Unido traça nesta semana um plano para controlar o rombo de 156 bilhões de libras no orçamento (US$ 225,63 bilhões), tomando decisões que atendam às prioridades públicas.

Segundo Cameron, o governo do Reino Unido terá de pagar 70 bilhões de libras em juros sobre sua dívida até 2015 se não tomar uma atitude urgente para reduzir a tomada de empréstimos. Esse montante será maior do que os orçamentos para educação, transporte e mudança climática somados e quase o dobro das receitas anuais com impostos sobre o lucro das companhias, afirmou o primeiro-ministro. "Isso mostra o quão sério o problema é", disse.

"A decisão que tomarmos vai afetar cada pessoa em nosso país", afirmou. "E os efeitos dessa decisão permanecerão conosco por anos, talvez décadas." Alertando para os "inevitáveis tempos de dor" que estão por vir, conforme o país cortar gastos sem reverter uma recuperação econômica ainda frágil, Cameron prometeu combater o déficit de forma "aberta, responsável e justa". O governo Cameron deve anunciar na terça-feira o processo para revisão das despesas dos próximos anos.

Analistas independentes acreditam que a revisão dos gastos pode exigir cortes de demanda de mais de 20% em termos reais para alguns departamentos, como parte da mais desafiadora consolidação fiscal que um governo britânico já enfrentou desde a Segunda Guerra Mundial.

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