Londres, 27 fev (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, qualificou hoje de injustificável e inaceitável a pensão vitalícia que receberá Fred Goodwin, ex-diretor-executivo do Royal Bank of Scotland (RBS), banco que anunciou na quinta-feira perdas recordes.

O líder trabalhista disse que o Governo solicitou assessoria legal para ver como pode reduzir sua pensão vitalícia de cerca de 723 mil euros anuais e reiterou sua chamada ao banqueiro escocês para que aceite voluntariamente um corte.

Goodwin, de 50 anos, rejeitou na quinta-feira os pedidos que chegaram do Governo e explicou que o responsável das relações com a City (centro financeiro) do Executivo, lorde Paul Myners, se mostrou de acordo com o volume dessa pensão quando teve que deixar o banco, em outubro do ano passado.

O banqueiro escreveu uma carta a Myners para reclamar que o Governo critique agora o dinheiro de sua aposentadoria, mas este colocou em xeque a versão do banqueiro e qualificou de "desgraçada e inaceitável" sua decisão de não aceitar sequer um corte de sua pensão.

O porta-voz de Finanças da oposição conservadora, George Osborne, qualificou na quinta-feira de "obscena e inaceitável a pensão que Goodwin receberá, e disse que equivale a um "uso totalmente irresponsável do dinheiro do contribuinte".

O Governo foi em um apoio aos bancos. Assim, por exemplo, o RBS, que anunciou ontem perdas antes de impostos de 24 bilhões de libras (mais de 27 bilhões de euros) em 2008, receberá mais 25,5 bilhões de libras do Estado, que aumentará seu controle do banco dos 70% atuais para 95%, aproximadamente. EFE jr/an

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