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Pregão otimista minimiza pior outubro em Wall Street desde 1987

Mar Gonzalo. Nova York, 31 out (EFE).- A Bolsa de Nova York encerrou o pregão de hoje com um inesperado otimismo, fechando um outubro que entrará para a história como o pior mês para Wall Street nas últimas duas décadas.

EFE |

Hoje, o índice Dow Jones Industrial, mais importante de Wall Street, subiu 1,57%, para 9.325,01 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,32%, para 1.720,95. Já o seletivo S&P 500 encerrou com um avanço de 1,54%, aos 968,75.

Nos últimos dias, com o incentivo de leves sintomas de reativação do mercado creditício, o otimismo começou a chegar ao pregão nova-iorquino e protagonizou a melhor semana da bolsa em quase 25 anos.

No mês em que se completam 79 anos do crack de 1929, o índice Dow Jones Industrial teve queda de 14% perdendo 1.500 pontos, ao passar de 10.850 para 9.325.

Nesse complicado outubro, o medo de uma recessão econômica mundial fez com que o índice acumulasse uma queda de 25%, quando no dia 27 fechou a 8.175 pontos, seu valor mais baixo em cinco anos.

Jim Cramer, uma estrela midiática nas finanças nos EUA, começava o mês recomendando em seu programa televisivo cautela aos americanos. "Todo o dinheiro que o senhor vai precisar nos próximos cinco anos, por favor tire da bolsa atualmente", dizia o economista.

Porém, muito longe ficaram os 14.164 pontos alcançados pelo Dow Jones em 9 de outubro de 2007, valor de fechamento mais alto de sua história.

Quando este mês se completou um ano daquele recorde, o principal índice, integrado pelas 30 empresas cotadas mais importantes dos EUA, estava 40% abaixo e não chegava a 8.600 pontos.

Nesse dia, Wall Street fechou com queda de 7,33% e perdeu, pela primeira vez desde agosto de 2003, a cota dos 9.000 pontos, após sete sessões de quedas consecutivas.

Em todo outubro unicamente houve sete dias com fechamentos em positivo e só dois pregões seguidos de altas.

Fora isso, neste mês foram registradas duas altas mais potentes na história do Dow Jones (936 pontos no dia 13 e 889 pontos no 28) e a segunda maior queda (733 pontos no dia 15), enquanto o S&P 500 não teve um mês tão volátil desde novembro de 1929, segundo os analistas.

Todas essas turbulências coincidiam com o mês do 79º aniversário do crack de 1929, que marcou o final simbólico dos felizes anos 20 e o início da Grande Depressão.

O primeiro dia de fortes perdas daquele crack foi 24 de outubro, na chamada Quinta-feira Negra, quando o Dow Jones teve baixa de 12%, gerando pânico entre os cidadãos, que correram para retirar suas economias dos bancos.

Em 24 de outubro deste ano, o Dow Jones fechou com uma queda de 3,59%, depois que os negócios de contratos futuros tivessem que ser suspensas pela acentuada baixa que registravam.

No entanto, nada teve a ver a última semana de outubro de 1929 com a de 2008, já que nesta ocasião o Dow Jones subiu em conjunto 11,29%, o que representa a melhor semana em 24 anos, segundo os analistas.

"Os investidores têm um entusiasmo que está nos fazendo ignorar o desastre creditício. A economia está mal, mas não importa isso a eles", afirmou hoje Jack Ablin, analista do Harris Private Bank.

Para isso, contribuíram as múltiplas injeções de confiança e liquidez das autoridades e a redução da taxa básica de juros para 1%, seu nível mais baixo em quatro anos.

No entanto, as variáveis macroeconômicas estão muito mais frágeis agora que há alguns meses, o que mostra que a crise já não é só financeira e que, caso se cumpram as piores previsões, se estaria diante do início de uma recessão.

O PIB americano do terceiro trimestre foi 0,3% inferior ao de um ano antes, na pior queda desde 2001.

"Já temos em cima o período de festas e só estamos entrando na parte mais dura da recessão. Os consumidores não têm vontade de gastar e parece que a redução de sua despesa no quarto trimestre vai ser tão forte como a do terceiro", advertiu hoje Patrick Newport, economista da IHS Global Insight. EFE mgl/rr

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