O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, nas iniciais em inglês) nos Estados Unidos caiu 1% no mês de outubro, na comparação com setembro, a maior queda desde fevereiro de 1947. A média das previsões dos analistas financeiros era de queda de 0,8%.

Em setembro, na comparação com agosto, o índice havia ficado inalterado.

Segundo informações do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o núcleo do CPI, que exclui produtos alimentícios e energia, recuou 0,1% em outubro, depois de subir 0,1% em setembro, na comparação com o resultado apurado em agosto. Foi o maior declínio desde dezembro de 1982. Analistas esperavam, em média, aumento de 0,1%.

Ainda que preços mais baixos possam, de um modo geral, beneficiar o consumidor, também podem afetar os lucros das empresas, além de aumentar a possibilidade de deflação, o que não ocorre nos Estados Unidos desde a Grande Depressão.

Para a economista Dana Saporta, do Dresdner em Nova York, no entanto, a queda acende um sinal de alerta para a desaceleração dos preços por causa da crise econômica, mas isso não significa que haja agora risco de deflação.

"Houve uma forte queda no CPI, inclusive no núcleo, em comparação com setembro, mas o núcleo do CPI em relação a outubro do ano passado subiu 2,2%, o que é ainda acima da zona de conforto do Federal Reserve. Diria que deflação não é um risco, assim como o aumento da inflação está no final da lista de preocupação do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) porque a economia dos Estados Unidos está fraca, assim como a global."

Os preços de energia despencaram 8,6% em outubro ante setembro, um recuo muito maior que o de 1,9% registrado em setembro ante agosto. Os preços da gasolina diminuíram 14,2%.

Outro dato preocupante em relação à turbulenta economia dos Estados Unidos veio do setor de construção civil. O Departamento de Comércio norte-americano informou ontem que a construção de moradias novas no país diminuiu 4,5% no mês de outubro e ficou no nível mais baixo desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

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