São Paulo, 20 - Os preços recebidos pelos produtores registraram queda de 1,33% na segunda quadrissemana de outubro. Os produtos de origem animal foram o que apresentaram maior queda no período, de 3%, enquanto os produtos de origem vegetal recuaram apenas 0,65%.

Os dados são do Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), divulgado hoje pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura de São Paulo.

Essa foi a nona queda consecutiva do indicador. Quando a cana-de-açúcar é excluída do cálculo do índice, as variações permanecem negativas e com uma intensidade ainda maior. Assim, o índice total sem a cana apresenta queda de 2,81% na segunda quadrissemana do mês, enquanto os preços de origem vegetal apresentam queda de 2,64%.

Segundo os técnicos do IEA, os produtos que mais pressionaram para a queda do índice no período foram a banana (-11,76%), a carne de frango (-11,33%), laranja para mesa (-7,54%), ovos (-7,48%), laranja para indústria (-6,82%) e milho (-5,49%). Por outro lado, os produtos que evitaram uma queda ainda mais acentuada do índice foram o feijão, que subiu 26,64%, a carne suína (10,36%), arroz (5,04%) e soja (2,08%).

"As cotações da carne de frango e ovos continuaram a responder prontamente à redução dos preços do milho, apresentando queda de preços ainda em ritmo crescente. Também no caso da carne de frango, os preços foram pressionados pela crise dos segmentos exportadores alavancados no mercado de câmbio", explica o relatório do IEA.

Alta

A tendência de alta se mantém para os preços do feijão e da carne suína. No caso do feijão, a entrada de volume menor e o início do movimento de alta dos preços estimularam os produtores a segurarem o produto na expectativa de obterem maior remuneração. Contudo, a divulgação da previsão de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fez reverter as apostas de alta, esperando-se redução nas próximas quadrissemanas.

Os produtores de suínos, depois de repassarem para os preços a elevação de seus custos de produção, passaram a ampliar sua margem de lucro, induzindo os consumidores a buscarem outras fontes de proteína e restabelecerem o equilíbrio no mercado.

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