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Preços no varejo paulistano fecham agosto com deflação de 0,07%

SÃO PAULO - Os preços dos alimentos praticados em supermercados e feiras da cidade de São Paulo comandaram a baixa do Índice de Preços no Varejo (IPV), medido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), que fechou agosto com queda de 0,07%, depois de ter subido 0,45% em julho.

Valor Online |

No acumulado dos primeiros oito meses deste ano, o índice soma alta de 3,87%. No confronto com agosto do ano passado houve expansão de 5,60%.

Conforme a pesquisa, nove dos 21 grupos analisados apontaram queda, com destaques para Supermercados, onde os preços inverteram a trajetória de alta em julho e caíram 0,19% em agosto, e nas feiras, onde a baixa chegou a 1,38%. No segmento de Vestuários, Tecidos e Calçados, a deflação foi de 0,36%. Também contribuíram com a baixa no mês os setores de Eletroeletrônicos (-1,17%), CDs (-1,19%), Floriculturas (-3,35%), Óticas (-0,21%), Jornais e Revistas (-0,08%) e Autopeças e Acessórios (-0,03%).

A entidade chama atenção, entretanto, para a inflação acumulada no setor de Supermercados, que fechou os oito primeiros meses de 2008 em 6,73%. Além disso, apesar da deflação de agosto, itens importantes ainda tiveram alta no mês. Foi o caso de carnes suínas (2,02%), tubérculos (3,09%), frutas (3,98%) e aves (6,09%).

O setor Açougues, por exemplo, fechou agosto com a quinta alta consecutiva, de 1,14%. Ainda assim, abaixo da expansão de 2,36% vista em julho. No ano, o setor soma elevação de 12,92%, a maior de todos os 21 grupos pesquisados. Nas padarias a alta foi de 0,25%, o que também representa arrefecimento frente à expansão de 0,40% em julho. A alta no ano é de 10,60% até agosto. Segundo a Fecomercio, conforme se aproxima a colheita do trigo, os preços devem voltar a recuar.

Também sustentaram elevação de preços o grupo de Materiais de Construção, com alta de 1,08% em agosto. Uma aceleração importante depois de o segmento ter apontado alta de apenas 0,09% em julho. Com o aquecimento do setor de construção civil e do mercado imobiliário, a Fecomercio afirma que essa é a 14ª elevação consecutiva dos preços, que já acumula alta de 11,71% no ano.

Comportamento similar foi notado no comércio de Móveis e Decorações, cujos preços subiram 0,36% em agosto, com alta de 2,27% nos primeiros oito meses do ano. É o tipo de negócio favorecido não só pelo bom andamento do setor imobiliário, mas também pela facilidade de crédito.

Crédito, aliás, também continua sendo a chave do aumento das vendas de veículos, em que os preços também avançaram em agosto. Conforme a Fecomercio, houve alta de 0,13% no mês passado, após elevação de 0,42% em julho. No ano, o setor registra inflação de 1,75%.

Outras altas que compuseram o IPV de agosto foram: Combustíveis e Lubrificantes (0,09%), Eletrodomésticos (0,19%), Livrarias (0,39%), Relojoarias (0,43%) e Brinquedos (0,38%), Drogarias e Perfumarias (0,05%) e Materiais de Escritórios e Outros (0,11%).

(Valor Online)

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