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Preços do petróleo retomam trajetória de queda e recuam mais de US$ 2

SÃO PAULO - Os preços do petróleo inverteram o rumo de alta verificado ontem e fecharam esta sessão em queda de mais de US$ 2 por barril. A recuperação do preço do dólar em relação ao euro e a percepção de recuo da demanda devido ao alto patamar de preço da commodity justificaram o movimento.

Valor Online |

O contrato de WTI negociado para o mês de setembro em Nova York fechou com baixa de US$ 2,54, para US$ 122,19. O vencimento para outubro declinou US$ 2,55 e encerrou cotado a US$ 122,74. Em Londres o barril de Brent para setembro fechou a US$ 122,71, com queda de US$ 3,13. O contrato para o mês seguinte declinou US$ 3,01, para US$ 123,79.

A valorização da moeda americana tem sido um dos fatores responsáveis pela baixa do petróleo neste mês, de cerca de 17%. A depreciação do dólar que vinha sendo observada antes disso, era a principal pressão de alta do produto, pois levava investidores a aportar recursos no mercado de commodities em busca de ganhos de curto prazo.

Além disso, os analistas continuam avaliando que o recuo da demanda por combustíveis nos Estados Unidos é consequência dos altos preços, o que ajuda a levar esse mercado para um ajuste.

Ontem as cotações de óleo cru chegaram a subir devido a ataques contra petrolíferas na Nigéria, mas o movimento de hoje retomou as referências válidas até então.

O mercado levou em conta também as declarações do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, de que os mercados de petróleo estão bem abastecidos e que os preços foram inflados por causa de tensões geopolíticas. Ele acredita que, se o dólar continuar se valorizando frente a outras moedas e a situação geopolítica melhorar, os preços do petróleo no longo prazo devem ficar em torno de US$ 78 o barril.

Os agentes também estão à espera do relatório de estoques e de atividade das refinarias nos EUA, que será divulgado amanhã pelo Departamento de Energia daquele país. A expectativa é de um novo aumento das reservas de gasolina e destilados, o que confirmaria a avaliação de diminuição de consumo.

(Valor Online, com agências internacionais)

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