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SÃO PAULO - Os preços do petróleo tiveram mais uma sessão de baixa no mercado futuro, mesmo com o furacão o Ike rumando pelo o centro do Golfo do México em direção ao Texas. A região concentra 26% da produção americana de petróleo. Os agentes, no entanto, estão mais preocupados com o ritmo lento da economia e o reflexo disso para o consumo.

O contrato de WTI negociado para o mês de outubro em Nova York fechou com baixa de US$ 1,71, para US$ 100,87. O vencimento para o mês seguinte encerrou cotado a US$ 100,93, com recuo de US$ 1,69. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês declinou US$ 1,33, para US$ 97,64. O contrato para novembro fechou a US$ 99,32, com recuo de US$ 1,43.

Algumas petroleiras já anunciaram a interrupção da produção de refinarias no Golfo do México na expectativa pelo furacão Ike, ainda em categoria 2 da escala de 1 a 5. É o caso da Exxon, que vai evacuar sua unidade Baytown, com produção diária de 590 mil barris. A Valero está paralisando sua refinaria em Houston e no Texas que juntas produzem 375 mil barris diários. A BP fará o mesmo em sua refinaria no Texas, que produz diariamente 475 mil barris.

Ainda assim, as cotações do produto tombaram para se aproximar do nível psicológico de US$ 100 por barril. O pessimismo dos investidores em relação ao andamento da economia e às perspectivas de demanda global pelo produto conduzem esse movimento, dizem analistas. Essa questão, aliás, vem orientando a queda das cotações da commodity desde julho e justificou, ontem, a redução da cota de produção da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep).

(Valor Online, com agências internacionais)