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Preços do petróleo passam por ajuste e fecham em alta

SÃO PAULO - Depois da forte baixa de ontem, hoje os preços do petróleo passaram por ajuste e fecharam com valorização. Os estoques de petróleo cru ficaram estáveis, contrariando as expectativas de aumento.

Valor Online |

Além disso, começam a circular no mercado rumores de que os membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) devem se encontrar no final deste mês para definir outro corte de produção.

O contrato de WTI com vencimento em dezembro fechou a US$ 58,24, com alta de US$ 2,08. O vencimento para o mês seguinte avançou US$ 2,03, para US$ 59,06. Em Londres, a exceção do movimento ficou com o barril de Brent para o próximo mês, que fechou com queda de US$ 0,38, para US$ 51,99. Já o contrato para janeiro do ano que vem encerrou negociado a US$ 56,24, com valorização de US$ 1,72.

Agentes do segmento justificam a valorização de hoje com a necessidade de uma correção, já que a desvalorização acentuada de ontem não teria tido fundamento. Há também argumentos de que a manutenção dos estoques de cru nos Estados Unidos favoreceu o ajuste.

Analistas esperavam um aumento de 1 milhão de barris no estoques de óleo, mas a evolução foi de apenas 22 mil barris. As reservas de gasolina e de destilados subiram em 2 milhões de barris e 600 mil barris, respectivamente.

Há ainda uma grande expectativa por parte dos agentes em relação a uma possível antecipação do encontro dos países membros da Opep. Com os preços caindo significativamente, muitos membros demonstram intenção de reduzir a produção para dar mais equilíbrio ao preço da commodity.

Estima-se que antes de encontrarem-se na Nigéria no dia 17 de dezembro, o cartel marque uma reunião extraordinária no final deste mês. Fala-se em 29 de novembro, no Cairo. Nigéria, Irã e Equador teriam sinalizado a possibilidade, segundo agências noticiosas.

Com isso, acabou sem efeito a redução das projeções de consumo e preço por parte da Agência Internacional de Energia (AIE), precificada antecipadamente pelo mercado ontem. A Agência cortou sua projeção para o preço do produto em 2009, de US$ 110 para US$ 80 o barril e estima, agora, demanda de 86,2 milhões de barris diários neste ano e de 86,5 milhões de barris por dia em 2009. Antes, a previsão era de 86,5 milhões de barris diários para 2008 e de 87,2 milhões de barris diários nos 12 meses à frente.

(Valor Online, com agências internacionais)

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